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PASTOR ROGÉRIO GOMES

TESTEMUNHO DO PASTOR ROGÉRIO GOMES

CHAMADO PARA ANUNCIAR QUE É JÁ A ÚLTIMA HORA

Quero dedicar uma porção deste pequeno livro para falar de parte do testemunho de vida que tenho. Tenho certeza de que a minha vida, com as experiências que tive, poderão ajudar você ou a alguém do seu convívio a encontrar o equilíbrio e a orientação que falta: conhecer a Jesus como o seu único e suficiente Salvador.

Minha mãe engravidou quando tinha 17 anos de idade. Ela recebeu a notícia da gravidez e comunicou a meu pai. Meu pai não estava interessado no caso, nem queria constituir uma família na ocasião. Ele, então, levou minha mãe a uma clínica particular que ficava no bairro de Bento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Sua ideia era que ela abortasse. Minha mãe entrou à clínica e logo que foi anestesiada, começou a tremer demais. Ela passou muito mal e foi impedida de fazer o aborto porque não havia condições clínicas ou físicas para que fizesse aquilo. Ela chegou a ser anestesiada e como tivesse começado a tremer e a passar mal, saiu dali dizendo que não iria fazer aquilo.

Ela e meu pai estavam indo embora, quando, de repente, meu pai abriu a porta do carro em movimento, em plena Av. Brasil, uma avenida de intenso trânsito no Rio de Janeiro, e empurrou a minha mãe para fora do carro. Minha mãe sofreu um terrível acidente, e isso ele fez para que ela viesse a abortar. O inimigo já tentava de todas as maneiras tirar a minha vida antes mesmo de eu nascer. É como diz a Palavra de Deus no Salmos 22.9 e 10:

Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.

Minha mãe deu a notícia aos meus avós sobre a sua gravidez. Ela veio a ser a única da família que não tinha se casado antes de ter filhos; passou a ser chamada de “a ovelha negra da família”. Era uma desonra e eu bem sei o peso da Palavra que disse o salmista no Salmos 51.5

Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Finamente minha mãe foi morar com meu pai, depois de algum tempo. Meus pais, agora juntos, viram o meu nascimento. Eu nasci primeiro e um ano e dois meses depois nasceu a minha irmã. Quando eu tinha dois anos de idade, meu pai deu dinheiro a minha mãe para que ela nos levasse a um parque de diversões. Ela foi, toda contente, com seus filhos ao parque e feliz pela atitude generosa do meu pai. Mas, quando voltou para casa, teve uma triste surpresa. Meu pai havia ido embora. Ele parou um caminhão à porta de casa e levou tudo, não deixou absolutamente nada.

Minha mãe, sem saber o que fazer, sem rumo e com 20 anos de idade, começou a procurar na macumba uma orientação para a sua vida. Ela passou a frequentar terreiros de macumba no Rio de Janeiro. Entrou no espiritismo e começou a receber entidades. Diversas vezes eu via minha mãe manifestando as entidades da macumba, quase sempre às sextas-feiras, pois sexta-feira é “o dia forte” dos macumbeiros, dos feiticeiros. Eu sei o que é a sexta-feira, porque em uma sexta-feira minha mãe chegou a casa onde morávamos e o demônio tomou o corpo dela na porta de casa. Ela veio se arrastando pelo chão tal como uma cobra, e me arranhava todo. Os demônios diziam através da boca dela: “Você tem que morrer, eu tenho que matar você”. E ela me arranhava, possuída por eles.

Minha infância foi assim, triste, uma vida infernal. Aos sete anos de idade fui levado ao terreiro do Jair de Ogum, o macumbeiro mais famoso do Rio de Janeiro naquela época. Era um galpão, ficava lotado, tinha sempre muita gente ali e o Jair de Ogum começou a gritar. Quem já serviu aos demônios sabe que Ogum ostenta uma espada de fogo e o Jair de Ogum pegou uma espada e passou pelo chão, e aquela espada começou a pegar fogo. Quem diz que o Diabo não tem poder? O Diabo tem poder, só que há um “porém”: O Todo Poderoso está ao nosso lado!

Aquele homem começou a gritar apegado àquela espada com fogo. Começou a bater na parede, gritando, e uma mulher começou a rodopiar, rodopiar, rodopiar, e vindo na minha direção, parou na minha frente, apontou o dedo para mim e disse: “Quem trouxe esse menino?”. Minha avó estava presente e disse: “Fui eu”. Então aquela mulher, possessa pelo demônio, disse: “Tira esse menino daqui, porque tem uma luz forte em cima dele que está atrapalhando nossa sessão”. Eu fui embora, e essa foi a primeira e única vez que entrei a um terreiro de macumba. E, mesmo sendo a primeira vez que entrei, ainda fui expulso. Eu não entendia, mas agora entendo o motivo porque isso aconteceu e glorifico a Deus.

Quando eu tinha onze anos de idade, meu primo Marcelo foi fazer a primeira comunhão na igreja Católica Apostólica Romana. E ele me convidou para ir com ele. Levantei cedo, me arrumei e fui, mas quando chegamos, ainda à porta na igreja, eu fui impedido de entrar porque estava de short e naquela igreja só poderia entrar quem estivesse com calça comprida. Acontece que eu não tinha calça comprida. Insisti para me deixarem entrar dizendo que não tinha calça comprida, e mesmo assim não deixaram.

Saí dali e fui direto para a casa de minha avó e ela ficou brava pelo que fizeram comigo. Nesse mesmo dia, minha amada avó me levou à feira de domingo em Bangu e comprou uma calça comprida. Como sinto saudades de minha avó. Eu lembro de quando disse a ela que, quando crescesse, teria muitas calças compridas e até ternos. Mas não entraria mais em uma igreja Católica.

Hoje eu sou Católico, pois católico significa aquele que possui uma fé universal. Eu tenho fé em qualquer lugar do planeta e onde eu estiver, a minha fé estará lá comigo.

Apostólico significa crer na doutrina dos apóstolos. Eu creio na doutrina dos apóstolos Paulo, Pedro, Joao. Sou apostólico.

Mas Romano eu não sou, pois segundo essa religião, o senhor é o papa de Roma, o representante e substituto de Jesus aqui na Terra. Eu não aceito isso, pois o representante e substituo de Jesus aqui na terra é o Espirito Santo.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos. (João 14:16-18)

Quando era mais jovem, eu gostava muito de ir ao Maracanã assistir aos jogos do Vasco, e num determinado dia eu fui ao Maracanã, mas não havia jogo. O que havia era um culto do Bispo Edir Macedo. Assisti àquele culto e fiquei impactado. Depois corri para minha avó e disse: “Já sei o que eu vou ser quando crescer. Eu vi no Maracanã um homem de terno e gravata com a Bíblia na mão falando de Deus. É isso que quero ser quando crescer. Vou andar de terno e gravata como ele.”

O que mais tinha chamado a minha atenção era o terno e gravata com a Bíblia na mão. Corri e me batizei na Igreja Universal do Reino de Deus. Fui o membro nº 343. Tenho até hoje a minha carteirinha de membro. No meu batismo, todos estavam em fila para serem batizados, todos com a capa de batismo, menos eu. Não havia capa de batismo para mim e o pastor, dentro do tanque batismal, estava batizando os novos convertidos. Quando estava perto da minha vez, o pastor saiu, tirou a própria capa e colocou em mim e me batizou com a capa dele.

Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele. (1Reis 19:19)

A essa altura minha mãe trabalhava em um supermercado na cidade alta, uma região no Rio de Janeiro. Morávamos em Realengo, era muito longe do centro. Minha avó cuidou muito de mim naquele tempo. Como sou agradecido a ela! Desde cedo minha avó encaminhava para eu trabalhar com ela. Era muito bom. Aprendi muito com minha avó amada e querida, que antes de partir aceitou Jesus como seu Salvador e foi batizada nas águas em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Fomos morar em uma casa em Realengo. Quase em frente à nossa casa havia um terreiro de macumba – era um inferno. Quando eu tinha 14 anos de idade, ouvi um comentário a respeito de minha mãe e aquilo me deixou bastante magoado. Os comentários diziam que minha mãe era a ovelha negra da família. Um adolescente, naquele tempo, não tinha a malícia e a habilidade para lidar com situações como essas. Então nasceu um desejo muito forte dentro de mim de honrar minha mãe, porque o primeiro dos dez mandamentos do Velho Testamento, e mandamento com promessa, é “honrar pai e mãe”.

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá (Êxodo 20.12).

Eu pensei: “Vou estudar eu vou honrar a minha mãe, essa mulher guerreira que nunca me abandonou. Com toda a dificuldade ela me criou, educou e tudo que sou como homem eu devo a essa mulher guerreira”.

Como eu amo minha mãezinha querida. Obrigado por tudo mamãe.

Um tempo depois eu fui chamado para ser obreiro na Igreja, mas disse que não poderia, pois primeiro queria ser alguém que alegrasse e honrasse muito minha mãe. Eu havia escolhido seguir a carreira como militar.

Comecei a estudar e fui estudando, estudando até poder fazer um concurso, que seria realizado no Estádio do Maracanã, onde eu gostava de assistir aos jogos e onde ouvi o Bispo Edir Macedo pregar. Esse concurso mudaria a minha vida e passei: entrei nas Forças Armadas, para Aeronáutica: Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr). Fui o 2º colocado no Brasil inteiro, acertei as 50 questões de matemática e em Português acertei 49, errando apenas uma. Isso garantiu a mim o segundo lugar na classificação geral.

Passei também na prova para o Exército, Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EPCEx). A minha opção foi pelo Exército: seria um Oficial do Exército brasileiro, e estudei três anos em Campinas, e depois fui para Academia Militar das Agulhas Negras.

Não ia mais a Igreja. No ano de 1991, com 21 anos de idade, eu cheguei a minha casa. Em um final de semana que passaria com minha mãe, minha irmã pediu que eu a levasse a Igreja. Minha sobrinha estava passando mal e minha irmã falou que a levaria a igreja para receber oração; era uma humilde Assembleia de Deus em Magalhães de Bastos, e era uma sexta-feira. A igreja era pequenininha, cerca de 30 crentes, mas estava lotada. Eu entrei com minha irmã e minha mãe. Era a primeira vez que havia entrado em uma igreja evangélica pentecostal. Sentei no penúltimo banco e o pregador estava pregando e suava bastante. Eu entrei e ele, então, parou de pregar. Arregalou os olhos e disse assim para mim: “Você que acabou de entrar eu disse que não é possível, até na igreja dos crentes...”. E eu abaixei a cabeça tentei disfarçar.

Baixei minha cabeça me escondi atrás do irmão sentado no banco da frente. Mas o pregador insistiu: “Você que acabou de entrar se coloque de pé.” E aquele homem começou a contar toda a minha vida, da perseguição que sofri desde o ventre da minha mãe, e avançou contando a história da minha família, a situação toda de dificuldades, e começou a falar o que Deus tinha para minha vida mesmo quando eu não o conhecia. Eu não o conhecia, mas Deus me conhecia muito bem.

O “raio x” do Espírito Santo revelava tudo naquela noite, porque ainda existem profetas no meio do povo de Deus. Lembro-me como se fosse hoje que aquele homem começou a dizer coisas pessoais a meu respeito. “Eu vejo que você está estudando para ter estrelas no seu ombro”. E realmente era isso, eu estava me preparando para me formar Oficial do Exército, mas não entendia nada daquilo que o pregador falava.

E ele continuou dizendo: “Mas o teu chamado não é esse e você vai sair de lá; você estará à disposição do Mestre, você vai ser levantado como pastor e irá de um lado para outro pregando. Você precisa entregar a sua vida a Jesus”. E acrescentou: “Você quer aceitar a Jesus agora?” Eu respondi: “Eu tenho 21 anos, pastor, sou muito novo”. Foi o que eu disse a ele.

Aquele homem apontou o dedo na minha direção e disse: “Não adianta você fugir, não; se você não vier pelo amor, você virá pela dor, mas que você virá, virá”.

Eu comecei a chorar, chorei muito e fui embora, não levantei a mão, não aceitei Jesus, voltei para a Academia das Agulhas Negras. No dia seguinte, na Academia, quando aconteceu o toque da alvorada, quando todos devem se levantar, eu quis levantar da cama, mas não consegui. Quem disse que eu consegui levantar? Cai no chão me contorcendo de tanta dor, meu corpo doía muito, doíam os rins. O Tenente veio me ver e disse: “Levanta Cadete” – mas não aguentava, esta doendo eu estava gritando, gritando de dor. Então veio o Comandante da Companhia, o Capitão, e disse: “Vamos lá, Cadete. De pé: 1, 2..1,2”. Mas quem dizia que eu levantava.

Uma dor insuportável. Eu gemia de dor, gritava às vezes. Chamaram uma ambulância, me levaram para o Hospital, aplicaram injeção na veia e assim que foi aplicada a injeção eu comecei a piorar. Comecei a vomitar sem parar e a expelir sangue pela boca. Comecei a tremer todo o meu corpo, pois havia dado choque anafilático. Estava com desidratação em terceiro grau e eu tive septicemia, infeção generalizada, e posteriormente duas paradas cardíacas.

Eu já não abria os olhos e não conseguia falar. O meu corpo tremia a todo instante. Lembro-me de conseguir ouvir o Major Lima dizer para o General Lacombe: “Olha, esse menino está morrendo”. O General disse que iria solicitar um helicóptero que viria de Taubaté para transportar-me para o Hospital Central do Exército, que ficava no Rio de Janeiro. Mas o Major disse: “Não adianta, Excelência, esse menino não vai sair daqui com vida. Ele está morrendo, já praticamente entrando em coma. Teve duas paradas cardíacas, ele não sobreviverá a um voo de 5 minutos”.

Eu queria gritar, desesperado, mas não conseguia. Estava desesperado, pois ainda estava ouvindo o que meus superiores diziam ali ao meu lado. Queria abrir os olhos e não conseguia. Um imenso desespero o meu, só queria ver a minha mãe antes de morrer, queria me despedir de minha mãe e pensei: “Não, não pode ser verdade. Eu sou muito novo para morrer”.

E pensava naquele jovem que no dia anterior estava dizendo ser muito novo para ser crente, agora, um dia depois, estava dizendo que era muito novo para morrer. A morte não respeita idade, a morte não respeita posição social. E eu estava desesperado, e estava morrendo, morrendo rápida e subitamente. Mas lutava para falar ou ao menos conseguir abrir os olhos; mas nada. Ainda ouvia e eu ouvi o barulho do helicóptero quando ele chegou.

Colocaram-me no helicóptero e quando ele decolou, parece que houve um trovão. Um relâmpago, eu não sei o que era de fato, mas sei que um barulho muito intenso aconteceu e uma voz disse: “Eu Sou a Ressurreição e a Vida, aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Eu me lembrei da palavra, a palavra daquele pregador, porque ainda existem homens de Deus, ainda existem profetas na casa do Senhor, e ele havia sido um profeta para a minha vida.

No meu coração eu disse a Deus: “Se eu sair daqui com vida, eu vou te servir”.

“Cadete 1 918 Rogério Gomes”, está até hoje o meu prontuário numa UTI. Fiquei internado 42 dias, fui desenganado pelos médicos. Minha mãe, desesperada quando recebeu a notícia, foi falar com os médicos, e o médico voltou-se para minha tia Melcenir e disse: “Consola ela, não tem jeito, é coma profundo”.

Minha mãe ouviu aquelas palavras e saiu correndo, parou no estacionamento do Hospital, dobrou os seus joelhos e disse: “Deus, eu entrego o meu filho às suas mãos; ele será seu. Somente tire ele de lá com vida para ser teu servo.”

Foi uma situação terrível, mas quando eu estava em coma, senti alguém segurando as minhas mãos eu abri os olhos para ver, e fiquei assustado com o que vi: era um Homem todo de branco, não era como médico vestido com calça e camisa brancas. Ele estava vestido com um vestido todo branco, e olhei para o seu cabelo que era branco, muito branco. Queria ver o rosto Dele, mas não consegui identificar. Era como se estivesse olhando para o sol na sua força, aquele brilho intenso. Não sabia quem era, mas hoje eu sei quem ele é.

Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos quanto a neve, e seus olhos eram como chama de fogo. (Apocalipse 1:14)

Ele segurou a minha mão e disse: “Venha comigo nesta hora”. Eu levantei e fui andando até ele, e voltei, e olhei, e estava ali meu corpo. Eu pensei: “Estou morto, morri”. Quando estava na UTI, doze pessoas passaram pela UTI e as doze pessoas morreram. Quando saí da UTI fui para o quarto e duas pessoas estiveram ali comigo, no mesmo quarto, e as duas pessoas morreram. O espírito da morte estava ali, rondando, mas quem tem a promessa de Deus não morre!

Aquele Homem da visão segurou em minhas mãos e eu olhei para trás para ver o meu corpo deitado sobre a cama. Quando virei para a frente novamente, vi uma porta que se abriu. Eu entrei e não via mais ninguém ao redor. Foi quando entraram cerca de 4 homens, mas eles tinham os rostos como de animais ferozes. E eles entraram uivando, gritando e dizendo: “Nós fomos matar você, perseguimos você desde o ventre da sua mãe, nós recebemos ordem de ceifar você desta Terra, desde o ventre da tua mãe e nós estivemos perseguindo você”.

E eles gritavam “Não, não, não”. Gritavam muito, e uivavam terrivelmente e aquilo era apavorante. E diziam: “Por que você fez um propósito com o Homem de Branco? Por que você fez isso? Agora nós não podemos tocar mais em você, agora nós não podemos mais tocar na sua vida, porque o Homem de Branco te protege. Agora você é do Homem de Branco”.

Eles olharam para mim e tiraram a bata que usamos na UTI. E eles a arrancaram de mim e foram embora. Eu estava nu eu olhei em redor e vi uma escada, e havia uma pessoa descendo com um lençol, jogou para o alto e o lençol caiu sobre mim. Mas ao cair sobre mim se transformou em um vestido todo branco. E eu olhei para escada e vi descer outra pessoa marchando com uma espada diferente da espada de Oficial do Exército que usei, a qual tenho até hoje. Era uma espada brilhante, luminosa, cravejada de pedras preciosas, e vinha marchando em ritmo de pelotão quando avança na sua marcha.

E tomou posição de sentido e estendeu a mão para que eu a pegasse. Nas mãos dele era uma espada, mas quando eu a tocava, na minha mão a espada se transformava na Bíblia Sagrada. Vestes brancas, Bíblia na mão, o Homem de Branco aproximou-se, tocou nos meus ombros e disse: “Agora volte e pregue para a minha igreja. Volte e pregue para minha a Igreja”.

Eu fiquei assustado. Quando olhava, via a Igreja, todos de vestes brancas, mas haviam pessoas no altar da Igreja, algumas pessoas, os levitas, e pessoas no meio da Igreja, que não se vestiam de branco. Haviam pessoas com vestes brancas, mas eu via muita gente com as vestes sujas, eu via pessoas com cigarro na mão, eu via pessoas com copo de cachaça, de cerveja, eu via muitas pessoas com vestes sujas e olhava aquela visão, e o Senhor disse; “Olha a minha Igreja. E apontava para um lado e para o outro, e eu fiquei assustado e disse a ele: “Senhor, o que eu faço?”. Ele disse: “Vai, volta e prega”. Eu disse: “Senhor, eu não sei pregar. Aonde eu vou pregar? O que eu vou pregar?”. Ele disse: “Volta, e diga: Aqui está tudo preparado. Diga para a minha Igreja se preparar, pois esta é a última hora. Volta, prega para a minha igreja, volta e prega que é a última hora”.

É a última hora, Igreja!

Eu fechei os olhos, e quando eu os abri novamente, estava na UTI. Comecei a gritar: “Jesus me curou! Jesus me curou!”.

A irmã Ladir estava ao lado do pregador enquanto ele era usado por Deus para falar comigo no culto da igreja. Ela também estava na UTI enquanto eu estava em coma. Quando abri meus olhos, voltando da visão e da visitação feita por Jesus, ela começou a profetizar, dentro da UTI, e disse que Jesus havia me curado. E ela acrescentou, dizendo que Deus iria me levantar como pastor. Ela disse que eu iria de um lado para o outro levando a mensagem da última hora.

Eu não entendia muito bem, nunca tinha ouvido falar de congressos; eu não era crente, meu pai não era pastor, então aquela linguagem era estranha para mim. Mas ela dizia que eu iria dar o testemunho e dizer a todos que é chegada a última hora e Jesus está voltando.

É a ultima hora, não faltam mais sinais.

Quando eu melhorei e saí da UTI e do hospital, fui a Madureira e comprei uma Bíblia. Já na segunda-feira comecei a ler o Evangelho segundo escreveu Mateus. Li todo. Na terça-feira li o Evangelho de Marcos inteiro. Na quarta-feira, o de Lucas inteiro. Na quinta-feira, li o de João todo e na sexta-feira comecei a ler Atos. Parei em Atos 2, pois não estava entendendo.

Fui à Assembleia de Deus em Bangu, e estava pregando o Pastor Napoleão Falcão. Perguntei a ele após o culto o que era aquilo de que Atos 2 falava. Ele, cansado, me disse: “É o revestimento de poder”. Eu perguntei se poderia ter aquilo, e ele disse: “Se você crer, sim”. O pastor ia embora e eu ia atrás dele perguntando. “Onde eu devo buscar?” – perguntei. Ele olhou pra trás e disse: “Onde você quiser”. Eu gritei: “A que horas?” Mal ouvi ele responder: “A qualquer hora”.

Sai dali correndo e fui para o apartamento de minha irmã a fim de orar. Todos estavam frequentando a igreja. Entrei e perguntei: “Vamos orar?”. Já era quase 1 hora da manhã. Minha irmã e meu cunhado dobraram os joelhos para orar. Minha irmã começou a orar e meu cunhado dormiu. Minha irmã o cutucou e disse: “Agora ora você”. Ele tomou um susto, porque estava dormindo, e gritou: “Aleluia!” Minha irmã disse: “Você estava dormindo”. E ele disse: “Não, estava só meditando em silêncio, particularmente”.

Pensei: “Eu é que vou orar”. E comecei: “Senhor, eu li na tua Palavra que tudo é possível ao que crer, e o pastor disse que era só eu crer que receberia o revestimento de poder de Atos 2”. E comecei a gritar: “Eu creio, eu creio, eu creio”, e Jesus me batizou com Espirito Santo e com fogo. Fiquei até 5horas da manhã pulando e falando em línguas no apartamento de minha irmã. Nenhum vizinho reclamou, pois o poder de Deus não escandaliza. O que escandaliza é o pecado.

Dali a algum tempo comecei a pregar naquela humilde igreja. O pastor Marcos, da Assembleia de Deus em Realengo, fez um evento no “Brizolão”, uma escola construída no governo de Leonel Brizola. Durante o evento eu contei meu testemunho e muitas vidas aceitaram Jesus como seu Salvador; pessoas que estavam dentro de suas casas, nas calçadas, passavam por debaixo do alambrado para entregarem sua vida para Cristo. O pastor presidente, Sebastião Firmino, da Assembleia de Deus de Todos os Santos, ficou muito feliz com aquilo.

Depois o pastor Marcos fez um evento no Grêmio de Realengo. Fui chamado para pregar e contar meu testemunho e para a glória de Deus muitas vidas foram à frente entregarem-se a Jesus. Foram salvas muitas pessoas, tanto no “Brizolão” como no Grêmio de Realengo. Uma multidão.

Então o pastor fez um evento ainda maior, na Praça do Canhão, perto da estação de trem de Realengo. Fui chamado para pregar e contar meu testemunho e quando fiz o apelo somente um homem veio entregar sua vida a Jesus. Um homem só. Parecia uma reprovação. Não poderia imaginar que aquele homem, que havia pensado ser um palanque político, pois era época da eleição em 1 994, parou para ouvir um discurso político e ouviu um pregador. Ele foi tocado e veio à frente. Somente ele. Uma só pessoa. “Onde está a multidão?”, eu questionava a Deus. “Por que o Senhor está me envergonhando na frente de todos?”, pensei.

Minha mãe chorava muito e pensei que estava com dó de mim ou envergonhada com aquela situação, mas depois soube que aquele único homem que veio à frente era o meu pai. Meu pai! Ele era o meu pai, que saiu de casa quando eu tinha dois anos de idade. Fiquei anos sem ver o meu pai. Ali em plena praça pública pregando a palavra de Deus, o Espírito Santo trouxe meu pai de volta. Glória a Deus! Eu abracei meu pai, foi um momento muito especial. Deus sabe trabalhar no silêncio.

No ano de 1 994 eu me formei na Academia Militar das Agulhas Negras, me tornei Oficial do Exército Brasileiro. Mas dentro de mim ardia uma chama, queria servir a Deus integralmente e no ano que seria promovido a Capitão do Exército, abdiquei da carreira militar para dizer “sim” ao chamado de Deus.

Deixei toda a grande base de segurança da nação brasileira para viver sobre uma corda chamada fé. Mas essa é outra história e outro testemunho sobre a fé de andar só com Deus.